3 Razões Por Que o seu Negócio Não é Rentável

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A verdade nua e crua é esta: o seu produto/serviço pode ser muito bom, pode ter excelente feedback dos actuais clientes e ter um grande volume de trabalho. Se no final a única coisa que consegue é pagar despesas (aqui incluímos, naturalmente, o salário), então o seu negócio não está a ser rentável. E temos 3 razões para isso.

Começou a trabalhar por conta própria há cerca de 2 anos e adora o que faz. Foi sempre isto que sonhou e foi por esse sonho que resolveu dar o grande passo e tornar-se empresário por conta própria.

A vida de empreendedor não é tão glamorosa como leu em algumas entrevistas, mas não é isso que o deita abaixo!

O primeiro ano foi difícil, mas correspondeu à expectativa: conseguiu pagar todas as despesas e garantir o seu salário. Este segundo ano prevê-se que seja igual. Mas onde está o lucro?

3 Razões Por Que o seu Negócio Não é Rentável

O seu negócio não está a ser rentável por uma (ou mais) destas 3 razões:

1. Falta de objectivos

Se não tem objectivos a curto, médio e longo prazo definidos significa que não sabe qual o potencial do seu negócio. E, sem saber qual o potencial, como vai saber qual a melhor forma de o rentabilizar?

O primeiro passo para tornar o negócio mais rentável é, então, definir objectivos. Sente-se e pense:

  • Qual o meu objectivo para os próximos três meses? Este é o seu objectivo a curto prazo;
  • Qual o meu objectivo para este ano? Este é o seu objectivo a médio prazo;
  • Qual o meu objectivo para os próximos três anos? Este é o seu objectivo a longo prazo.

Naturalmente, esta dúvida surgirá: e se os objectivos mudarem?

É perfeitamente normal que aconteça. Pode ter aberto o seu negócio com a ideia de que trabalharia com particulares e ter-se apercebido que há maior potencial em trabalhar directamente com empresas.


Para definir objectivos não precisa de pensar no plano completo e em todas as particularidades. Na Bizy definimos objectivos com base em números.

Basear os objectivos em números pode parecer coisa de multinacional, mas é uma forma de definirmos metas que são ajustáveis a vários mercados e tipos de clientes.

O intuito é facilitar.

Assim, tem que ser possível estabelecer objectivos para o seu negócio desta forma:

  • Qual o meu objectivo para os próximos três meses? Facturar 3.000€.
  • Qual o meu objectivo para este ano? Facturar 10.000€
  • Qual o meu objectivo para os próximos três anos? Garantir uma facturação média anual de 11.000€, recuperar o investimento inicial e garantir o pagamento da entrada para um carro.

Os objectivos a médio prazo não devem ser uma soma/previsão do objectivo total a curto prazo.

Isto é, se definiu uma facturação de 3.000€ para os próximos 3 meses (1.000€/mês), isso não significa que o seu objectivo para 12 meses tenha que ser de 12.000€ (1.000€ x 12 meses).

Quando estabelece o objectivo a médio prazo, tem que ter em conta várias variáveis, por exemplo:

  • O seu cliente pode não precisar do seu serviço/produto todos os meses. Pode até só comprar uma vez;
  • Pode ter um investimento em compra de obra prima maior em determinados trimestres que pode (ou não) ser totalmente escoado/vendido.

2. Falta de tempo

Falta de tempo pode ser também consequência da falta de recursos humanos.

Actualmente, um negócio, por mais pequeno que seja, precisa de garantir certas coisas para conseguir crescer:

  • Correcta divulgação do produto ou serviço online. Pode ser através de um website institucional, e-commerce, plataformas de revenda, etc.;
  • Atenção ao cliente antes, durante e após a compra. A fidelização dos clientes é a melhor publicidade e este tipo de marketing é gratuito. Se um cliente activamente partilha a experiência que teve com a sua empresa, é meio caminho andado para que mais 2 ou 3 clientes queiram comprar o seu produto ou serviço;
  • Boa gestão. Gestão financeira e gestão de tempo, acima de tudo. Não é preciso um curso superior para se ser bom gestor. Ajuda, sim, mas a matemática é acessível a todos e ninguém sabe melhor sobre as contas do seu negócio que o empreendedor ou o seu contabilista. E, no fim, a gestão financeira passa (em grosso modo) por isto: total das suas despesas + lucro expectável = preço do serviço/produto. E no preço terá que incluir o custo do seu tempo, que é valioso e muitas vezes ignorado.

É possível pensar que uma pessoa só consegue fazer tudo isto, mas é impossível (ou muito improvável) manter esse ritmo de trabalho durante muito tempo e ainda fazer a empresa crescer.

Pois embora sejam apenas 3 tópicos e sejam todos facilmente atingíveis e bem geridos quando o seu negócio está a começar, assim que a máquina começa a andar vão-se tornando mais difíceis de gerir.

Vejamos ponto a ponto, usando como exemplo um Stand Automóvel.

  • Correcta divulgação do produto ou serviço online.

Tem o website criado e a descrição dos vários produtos/serviços carregados. Já criou uma página de Facebook, um perfil no StandVirtual e ainda outro no CustoJusto. São apenas 3 páginas e acredita que consegue gerir todas.

Cerca de 6 meses após a abertura, começa a não conseguir responder a todas as mensagens que lhe chegam. Os clientes tentam contactá-lo, mas não obtêm resposta. Mesmo por email ou telefone, a resposta demora pelo menos 2 dias.

O seu website ainda tem listados carros que já foram vendidos há mais de uma semana, e há ainda outros que tem que listar mas que ainda não conseguiu fazer. Está a perder visibilidade por se tornar menos relevante para o cliente, que agora já não acredita no que diz na Homepage: “Os nossos clientes são a nossa maior prioridade.”

Deixar um cliente sem resposta ou demorar mais de 24h a responder-lhe significa perder dinheiro. Não actualizar o seu website ou outros perfis online significa perder dinheiro. Este artigo é de 2014, mas torna-se ainda mais relevante agora que estamos todos online.

Mais que isso, significa também perder reputação. Porque enquanto os primeiros clientes o recomendaram pelas rápidas respostas, simpatia e capacidade de fazer deles a prioridade, os que estão agora a tentar chegar a si só se podem queixar do contrário.

Estar disponível para os clientes quando precisam do seu serviço ou produto é 50% da venda feita. Disponível durante as horas de expediente, não necessariamente 24h/7 dias. O resto diz respeito ao seu conhecimento, forma de estar e ser do seu negócio e, por último (claro) o preço.

Vivemos numa sociedade que está constantemente online e constantemente à procura. Se o seu negócio afirma que o cliente é a prioridade, então tem que estar onde ele está, online e disponível.

  • Atenção ao cliente

O seu cliente, Sr. Manuel, foi buscar o novo Audi Q5 que comprou no seu stand. Sabe que é um upgrade necessário ao seu já antigo A3, porque a família está a crescer e o segundo filho está a caminho. Já confiava na marca Audi antes de ter optado pelo seu stand e confiou-lhe agora a compra deste elemento tão importante para o futuro.

Aqui pode agir de duas formas:

  1. Encerra o processo do Sr. Manuel e passa simplesmente ao próximo cliente e à próxima venda;
  2. Cerca de 2 semanas depois da compra envia um email ao Sr. Manuel a agradecer a confiança depositada no seu stand, o quanto gostou de o conhecer e a perguntar se está a gostar do novo carro. “Ah, e já agora, posso pedir-lhe 2 minutos do seu tempo para obter o seu feedback sobre o nosso stand? Clique aqui.”

A escolha sobre clicar no link para lhe dar feedback depois de receber o email é do Sr. Manuel, mas pedir não custa e o Sr. Manuel fica tão contente com a sua preocupação que se pode tornar uma espécie de embaixador do seu negócio. Nunca ninguém o tinha tratado desta forma e reconhece os seus esforços e o quanto o seu stand realmente se importa com os clientes.

É preciso compreender que a atenção ao cliente não é só quando ele activamente procura por nós. Atenção ao cliente significa estar disponível para ele, mas também significa importarmo-nos com ele e mostrar-lhe isso. Significa enviar uma SMS no dia do aniversário (ou mesmo ligar), ou enviar-lhe novidades sobre um produto similar ao que comprou/subscreveu, esclarecendo as vantagens do upgrade.

Porque quem paga as contas, o seu salário e lhe dá lucro é o cliente. Não há verdade mais pura no mundo dos que trabalham por conta própria.

O cliente é da maior importância para qualquer tipologia de negócio, desde o freelancer à multinacional. E tem que saber como lidar com ele e com que timings.

Se o seu negócio não se dedica ao cliente, fechará portas em pouco tempo.



  • Boa gestão de tempo

Os pontos acima reforçam a importância da gestão de tempo. Tornar o seu negócio mais rentável significa gerir melhor o seu tempo e os seus recursos.

À medida que o tempo foi passando, o seu stand foi perdendo visibilidade. Aquilo que o poderia destacar (“o cliente é a prioridade”) é agora uma frase feita e sem verdade.

Neste momento, está sem tempo para actualizar o website, os anúncios online e já começa a evitar responder a emails para esclarecer questões dos clientes, limitando-se a enviar uma resposta-tipo para que visitem o stand.

Tentou manter tudo actualizado, mas era impossível a não ser que trabalhasse mais de 15 horas por dia.

Não pode esquecer que o seu tempo vale dinheiro. O tempo tem um custo, sim, mas é um recurso que é maioritariamente rentável se for bem gerido.

Gerir bem o tempo passa por perceber quais as coisas que têm que ser feitas, quais delas têm obrigatoriamente que ser feitas por si e quais pode delegar.

A parte da venda é o processo que mais quer manter sob a sua alçada, assim como a escrita das descrições e fotografias dos carros que quer lista online. Mas a actualização do seu website, redes sociais e plataformas de revenda pode ser feita por outras pessoas, que dediquem algumas horas do seu dia a esta tarefa.

Aprender a delegar é um dos grandes passos para crescer e rentabilizar o seu negócio.

3. Falta de perseverança

A falta de perseverança é a razão que listamos, mas é das mais importantes.

O seu negócio nasceu porque acreditou em si mesmo e nas suas capacidades. Nasceu porque quer dedicar o seu tempo a fazer algo de que realmente gosta, em vez de passar 2/3 da vida a trabalhar num posto sem futuro.

Mas muito empreendedores acabam por se esquecer das principais razões que os levaram até ao ponto onde estão hoje: a força de vontade e o sonho.

Não tenha medo de partilhar os “segredos” do seu negócio com parceiros ou concorrentes. A probabilidade indica que muitos estarão a fazer coisas semelhantes, por isso o segredo deixa de ser segredo. Fazer amigos no meio empresarial não é nocivo e é até incentivado.

Partilhe-o inclusive com os seus clientes. Mostre-lhes a confiança que tem em si e no seu método de trabalho.

Acima de tudo, não desista. A perseverança é o que permitiu a muitas grandes empresas chegarem onde estão hoje.

Todas elas tiveram também o seu lote de razões para o negócio não ser rentável numa determinada altura. A Apple esteve prestes a falir, mas a perseverança e confiança no produto levaram a empresa aos milhões. A Pixar era uma mera empresa de tecnologia antes de se tornar um estúdio e ganhou inúmeras batalhas com a Disney até se tornar a referência que é hoje.

Todos os empreendedores lutam por aquilo em que acreditam. Não pode baixar os braços quando as coisas parecem estar menos bem.

Comece hoje a rentabilizar o seu negócio

Se já reconhece as razões por que o seu negócio não é rentável, está na hora de agir. De tornar o negócio mais rentável. De fazer mudanças para que os próximos tempos sejam de lucro e não apenas para pagar despesas.

Se precisa de ajuda, pode contratar um funcionário em part-time para que o comece a ajudar em algumas coisas. Se preferir uma ajuda com menos custos, pode contratar um assistente pessoal virtual.

Pode experimentar os serviços da Bizy – Gestão de tempo gratuitamente durante 14 dias sem compromisso. Juntos vamos tornar o seu negócio mais rentável.

3 Razões Por Que o seu Negócio Não é Rentável

1. Falta de objectivos: Se não tem objectivos a curto, médio e longo prazo definidos significa que não sabe qual o potencial do seu negócio. E, sem saber qual o potencial, como vai saber qual a melhor forma de o rentabilizar?
2. Falta de tempo: É possível pensar que uma pessoa só consegue fazer tudo, mas é impossível (ou muito improvável) manter esse ritmo de trabalho durante muito tempo e ainda fazer a empresa crescer.
3. Falta de perseverança: Todos os empreendedores lutam por aquilo em que acreditam. Não pode baixar os braços quando as coisas parecem estar menos bem.

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