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horcruxes do copywriting

Os 7 Horcruxes do Copywriting

Sabes o que é um Horcrux?

Fãs de Harry Potter conhecem o termo muito bem.

Um Horcrux é um qualquer objeto (pode mesmo ser qualquer coisa, desde um simples copo de água a um livro) onde um feiticeiro que pratica magia negra pode guardar um pedaço da sua alma tornado-o (quase) imortal.

Embora possa até parecer interessante usar algo assim para evitar a morte, criar um Horcrux é algo muito negativo.

Isto porque o feiticeiro que cria um Horcrux tem de matar alguém para conseguir dividir a sua alma em mais que um pedaço e poder guardá-la num objeto, criando, assim, o tal Horcrux.

Portanto, para sumarizar: parece bom, mas só parece. Os efeitos são nocivos.

Essa foi a razão por que resolvemos chamar a este artigo de os 7 Horcruxes do Copywriting.

Porque vamos analisar 7 grandes erros que estás a cometer repetidamente no teu copywriting e, sem sequer te dares conta, estás a torná-los horcruxes.

Os 7 Horcruxes do Copywriting

Não há mesmo nome melhor para falar sobre estes erros.

Porque nós sabemos que aquilo que estás a fazer de cada vez que cometes algum destes erros é cumprir alguma norma ou indicação que te deram anteriormente.

Ou seja, não é totalmente culpa tua.

No entanto, não significa que não consigas destruir esses horcruxes do copywriting e começar a escrever melhor copy.

1 – Não conhecer o problema

Não conhecer o problema é o principal erro que estás a cometer no copywriting.

Sem conhecer o problema, estás a escrever por escrever. A criar algo que não interessa a ninguém.

Para entender melhor o que quero dizer, imagina um carro numa rotunda, a andar em círculos infinitos.

Conhecer o problema torna-se a tua bússola para escrever copywriting.

A tua forma de saber escrever com vista a solucionar um problema que a tua audiência tem.

Repara: se tu não sabes que queres ir para a Serra da Estrela, nunca vais chegar à Serra da Estrela.

Com copy é igual.

Se não sabes que o problema que a tua audiência tem é o facto de não saber escrever melhor copywriting, tu não vais saber escrever sobre os 7 erros do copywriting.

E, sim, este artigo é um bom exemplo disso.

A nossa audiência conhece o conceito de copywriting, sabe da importância de escrever bom copy, mas parece não saber como escrever melhor ou o que pode estar a fazer de errado nos copies que escreve.

Antes de começar a escrever qualquer copy, pensa no problema que vais resolver.

Aconselhamos que leias a nossa review do livro Building a StoryBrand, onde o Donald Miller fala sobre os 3 tipos de problemas.

Vai ajudar-te muito a perceber como pensar sobre problemas e sobre como escrever sobre problemas.

2 – Não ter uma boa Headline

Uma headline é um título ou frase introdutória de um conteúdo.

É a primeira coisa que as pessoas vão ler ou ver sobre o teu conteúdo e sobre o teu copy.

Não ter uma boa headline que chame a atenção é um erro gigante para quem escreve copy.

Pensa assim: quantas pessoas vão ver um filme sem antes ver um trailer?

Um trailer chama a atenção e consegue introduzir o tema de forma curta.

Uma headline vai fazer o mesmo, mas de uma forma bem mais sucinta.

Aplicando o princípio de Pareto, 80% dos teus esforços devem estar na headline.

Porque, acredita, ninguém vai ler o melhor copy que já escreveste na vida se ele não tiver uma boa headline.

3 – Não ter contexto

Quando é que faz sentido vender boxers de homem a uma mulher?

Da primeira vez que nos deparamos com esta pergunta, ficamos um pouco desconfiadas.

Mas há vários cenários em que faz sentido.

Desde que exista um contexto.

O contexto no copywriting é o que faz com que as pessoas ganhem mais consciência sobre o produto ou serviço como solução para o problema que hoje enfrentam.

O problema que identificaste para a tua audiência pode estar mais ou menos consciente para elas.

Incluir contexto no teu copy faz com que as pessoas comecem a estar no nível de consciência que queres para elas e, por conseguinte, a comprar mais do teu produto ou serviço.

Há uns tempos analisamos alguns emails de venda e um deles era o exemplo perfeito da aplicação de contexto.

Vê o vídeo abaixo para perceber como o contexto importa e como muda completamente a tua perceção de compra.

4 – Não escrever em linguagem simples

Ainda em 2020, a Marisa participou num dos Workshops do Martim Mariano.

Na altura, os workshops duravam apenas 1 manhã e duravam aproximadamente 3 horas.

E escutou dele algo que lhe faz muito sentido e que nunca mais se esqueceu.

Para quem não o conhece, o Martim Mariano já trabalhou na SIC e, nesse workshop, ele explicou que o telejornal começou a deixar de parte uma linguagem mais formal para começar a adotar uma linguagem um pouco mais corrente.

A razão?

Que toda a gente pudesse entender as notícias.

Quer se tratasse de alguém sem estudos (ou baixos estudos), ou alguém com um doutoramento.

E, se isto faz sentido para um telejornal nacional, acreditamos que faz sentido para ti também.

Aliás, o Martim Mariano foi quem o disse primeiro, mas em todos os livros e cursos que entretanto já lemos e fizemos, a linguagem de “terceiro ano” é a mais aconselhada.

E, sim, também testamos nos nossos artigos de blog, emails, publicações de redes sociais, vídeos… E confirma-se.

Linguagem mais simples tem mais resultados. Vende mais.

Usa linguagem mais formal e técnica com uma audiência que a entende e a valoriza.

E passa a usar linguagem mais simples e corrente para eliminar esse horcrux do copywriting.

5 – Não usar voz ativa

No seguimento do último, não usar voz ativa também é um erro crasso.

Não vamos entrar na gramática da coisa, mas, de uma forma geral, o que acontece é isto:

  • Vais receber no teu email um eBook com 7 erros a evitar para escrever melhor copywriting >> Voz ativa
  • Irás receber no teu email um eBook com 7 erros a evitar para escrever melhor copywriting >> Voz passiva

À primeira vista, não te vai parecer grande diferença.

Mas, psicologicamente, um verbo ativo como o “vais” gera mais ação que um “irás receber.”

Os dois querem dizer a mesma coisa, mas são recebidos de forma diferente.

O teu copy deve incluir voz ativa e não os “irás” da vida.

Dessa forma, vais passar a ter um copy mais passível de gerar ação.

6 – Não incluir storytelling

Quando um pai ou mãe querem educar os filhos a comer mais sopa, o que é que, normalmente, tentam fazer?

Dizer aos filhos que a sopa os torna mais fortes.

Que vão crescer muito, ser fortes, chutar a bola com mais força, correr mais rápido, etc.

Aquilo que estes pais estão a fazer é usar storytelling para ajudar a criança a perceber que aquilo é pelo bem dela.

Copywriting deve sempre incluir storytelling pela mesma razão.

Ninguém gosta de ver anúncios ou de sentir que foi “enganado” por um copy.

Mas toda a gente gosta de histórias.

De as ouvir e contar.

Incluir storytelling no teu copywriting é a forma mais simples de vender sem vender.

A melhor parte é que, ao aplicar storytelling, vais combater grande parte dos horcruxes do copywriting de que falamos neste artigo. É inevitável.

Não se consegue contar histórias sem contexto.

Nem sem conhecer o problema (todas as histórias têm um conflito).

Nem é tão fácil contar histórias sem ter uma linguagem simples e voz ativa.

Storytelling é essencial para qualquer bom copy e não o usar vai fazer com que se torne 10 vezes mais difícil escrever copy ou vender alguma coisa.

7 – Não incluir uma Chamada para a Ação (CTA)

O último horcrux é dos que dá mais medo.

Pois implica pedir alguma coisa.

No entanto, escrever copy sem ter uma ação a seguir é como entrar num avião sem um piloto.

É engraçado, mas não nos leva a lado nenhum.

Os teus clientes (atuais ou futuros) precisam de saber qual é o próximo passo.

Por mais implícito que te possa parecer o próximo passo, para eles não é assim tão óbvio.

E sem uma chamada para a ação (CTA), tu vais perder muito.

Inclui sempre um CTA no final do teu copy.

Pode ser um botão de compra, um pedido de resposta, um pedido de “gosto” ou “partilha”, qualquer coisa.

Mas inclui.

Nos primeiros tempos, poucas pessoas vão agir. E está tudo bem.

Mas, à medida que se torna mais normal ter um CTA, mais pessoas vão começar a seguir o que pedes.

Conclusão

Conheceste 7 horcruxes do copywriting ao longo deste artigo.

Isto é, 7 erros gigantes que podes estar a cometer e que te impedem de ter melhores resultados com o teu copy.

Alguns são mais simples de resolver; outros podem exigir mais de ti.

Não precisas de os resolver todos os mesmo tempo. Nem convém.

No entanto, cada horcrux que resolvas deixa-te mais perto de escrever melhor copywriting.

Se ainda estás a começar, recomendamos-te a compra do nosso Guia Definitivo de Iniciação ao Copywriting.

Mais de 150 pessoas já aprenderam copywriting com esses conteúdos e, apesar de ainda estarem a ser trabalhados e melhorados, é um excelente ponto de partida para iniciantes.


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